As Redes Sociais são conhecidas pelas novidades constantes e um ritmo alucinante de mudanças que implicam que os Marketeers estejam sempre de atenção redobrada. O Paradigma está a mudar novamente e é importante que a sua marca se concentre em como fazer a diferença em 2018.

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Temos 4 conselhos principais para lhe dar:

  1. Teste novas ferramentas
  2. Inclua influencers na sua estratégia
  3. Preste atenção à Geração Z
  4. Perceba o impacto das Redes Sociais

(se quiser saltar para o que lhe interessa mais, basta clicar em qualquer um dos itens deste índice)

 

 

Conselho 1: Garanta que está em cima do acontecimento e que testa a performance de novas ferramentas

A sua empresa está no Instagram? Já experimentou a IGTV? Se não sabe o que é, então o caso é sério... se sabe mas ainda não experimentou, saiba que pode estar a perder a sua janela de oportunidade.

Em qualquer rede social, testar novas ferramentas pode ser uma vantagem competitiva muito importante e acredite que vai ser recompensado por isso.

Existem 3 razões principais para isto acontecer:

  1. A concorrência vai ser muito menor ao início e vai conseguir ter mais visibilidade.
  2. Terá mais tempo para dominar a ferramenta e a sua qualidade e experiência vão-se destacar.
  3. Vai mostrar ao seu target que está a inovar e que não tem medo de arriscar.

Corra atrás dos novos tipos de anúncio, siga os blogs da área e reaja sempre aos updates. Decida se fazem sentido ou não para a sua empresa e faça um brainstorm com a sua equipa para garantir que apresenta criatividade no produto final.

Lembre-se que está em contra-relógio mas que é a sua imagem de marca que está em jogo. 

Aqui fica uma lista de blogs que recomendamos:

 

Conselho 2: Inclua influencers na sua estratégia de Marketing Digital

Nos últimos anos, não ouvimos falar de outra coisa nas Redes Sociais. São muitas vezes alvo de chacota e nem todas são as campanhas que correm bem, mas ninguém pode negar o impacto dos Influencers numa estratégia de Marketing Digital em 2018.

Quem são estes influenciadores? São utilizadores com um elevado número de seguidores e interação nas redes sociais. Podem ser Bloggers, Instagrammers, Youtubers, etc.. A plataforma onde têm mais influência é a sua arma mais poderosa e é onde podem ser estabelecidas parcerias entre as marcas e o Influencer.

Um estudo da Forbes revelou que o Marketing de Influência está a crescer mais rápido que as plataformas de anúncios e o seu maior benefício é que a audiência já está criada. Tudo o que temos de fazer é perceber quais as parcerias mais benéficas para a nossa marca e como podemos gerar leads ou vendas com elas.

 

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Estatísticas de Marketing de Influência. Fonte: Social Media Today

 

Está a considerar trabalhar com influencers? Pense nestes 3 benefícios: 

  1. Estabelecer rapidamente confiança e credibilidade enquanto marca.
  2. Enriquecer a estratégia de conteúdos, através de um aumento de posts gerados pelos utilizadores.
  3. Chegar ao nosso target eficazmente e sob uma opinião valorizada. 

A relação que vai querer estabelecer com o Influencer é também de extrema importância. Nunca se esqueça que não está apenas a tentar chegar ao seu target, mas que está a trabalhar com uma pessoa que se esforçou muito para estar onde está e não quer apenas "vender" mais um produto no seu feed.

Estas relações transparecem e é muito fácil perceber quando o amor por um produto ou serviço é genuíno ou está apenas a ser fingido.

Seja criativo nos packages que lhes envia, escreva mensagens personalizadas, faça parte de datas importantes (como aniversários, casamento, nascimento de um bebé...) e, acima de tudo, respeite o trabalho do Influencer.

Muitos são os desabafos que vemos nas Redes Sociais sob a forma como são objetificados pelas marcas, que nem se esforçam para os valorizar. Pois bem, esta influência é uma faca de dois gumes e nunca desvalorize o impacto do feedback negativo de um destes Influencers!

 

Conselho 3: Comece a prestar atenção à Geração Z - os novos consumidores

Durante os últimos anos, uma das conversas mais acesas e controversas dos Marketeers tem sido: como fazer Marketing Digital para os Millennials? Os utilizadores nascidos algures entre 1980 e 1990 são conhecidos por serem sonhadores, impetuosos, muito apegados ao digital e insatisfeitos com tudo.

Pois bem, a era da Geração Z também está a chegar! Correspondem a pessoas nascidas depois de 1995 e estão nos dias de hoje a entrar no mercado de trabalho. Começam a ter voz e expressão no mercado e têm particularidades muito diferentes dos Millennials:

  1. São a primeira geração nativa do digital: nasceram com telemóveis, cresceram com computadores e passaram os tempos livres entre tablets e consolas. Tudo isto influencia muito a forma como vivem o dia a dia e se relacionam com pessoas e empresas.
  2. São descritos como sendo "conscientes, trabalhadores e atentos ao futuro": estão preocupados com o ambiente e gostam de empresas que mostram responsabilidade social, criatividade e otimismo. Lutam pelo seu trabalho de sonho de forma pragmática e realista. 

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Infográfico sobre a Geração Z. Fonte: Your Career Intel

 

Assim sendo, é importante que as empresas procurem uma relação honesta e pouco forçada com estes seus novos consumidores (porque a Geração Z vai ser a primeira a declarar bluff em estratégias farsantes).

Use as redes sociais para dar início a ações de responsabilidade social e preocupe-se genuinamente com alguns dos problemas fundamentais que estão a assolar o nosso planeta.

Mostre o lado mais humano da sua empresa.

Seja transparente com esta nova geração e lance desafios digitais inovadores e cativantes. Tenha consciência que vai ter de construir uma ponte de confiança e afeto antes mesmo de ser feito o primeiro contacto.

Por último, considere que esta geração está habituada a mandar mensagens e não são grandes fãs de chamadas telefónicas, na sua maioria. Dê-lhes opções de comunicação via Facebook Messenger, WhatsApp, Bots, etc.

 

Conselho 4: Perceber que vivemos numa sociedade altamente afetada pelo consumo de Redes Sociais

Esta é uma sensibilidade que não beneficia apenas as empresas, mas também todos nós que estamos presentes nas redes sociais. A sociedade em que vivemos tem agora um novo veículo de pressão, que está a causar um impacto muito negativo na saúde mental da população, principalmente nos mais jovens.

Uma experiência feita em 2014 por 5 neurocientistas concluiu que o Facebook desencadeia impulsos no nossos cérebro que são muito semelhantes ao uso de drogas ou vício no jogo.

Ainda que não esteja provado que o uso das redes sociais está ligado ao aparecimento de doenças mentais, é fácil perceber que o seu uso excessivo pode agravar situações de vulnerabilidade, como ansiedade, depressão, falta de sono, bullying, imagem corporal e FOMO, o problema do século 21.

O que é o FOMO? É um acrónimo para "Fear Of Missing Out" (medo de ficar de fora, em português) e é causado pela projeção e exposição diária das nossas vidas. Traduz-se numa vontade imensa de fazer parte do que está na moda: ir aos locais onde outros instagrammers vão, jantar nos restaurantes com mais reviews, participar nos desafios que aparecem na internet, etc...

Num estudo feito pela Royal Society for Public Health, podemos identificar que existe uma relação entre as pessoas que passam mais tempo nas redes sociais e sentimentos de tristeza

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Sentimentos causados pelas Redes Sociais. Fonte: Economist

Serve este conselho para tentar sensibilizar as empresas a uma abordagem consciente das Redes Sociais. Não procure vender através do choque ou causando sensações negativas. Use o otimismo natural da Geração Z para os inspirar e não para tocar nos seus pontos fracos. 

Isso quer dizer que devemos abordar os seus pain points na mesma, mas focados na resolução e não no problema. O próprio Facebook está a tomar medidas neste sentido, procurando bloquear anúncios e categorias de segmentação que permitem criar anúncios discriminativos ou ofensivos. 

 

E porque achamos que estes 4 conselhos merecem uma breve conclusão...

Pertencer às Redes Sociais em 2018 já não se trata apenas de posts agendados, campanhas pagas, estratégias genéricas... Trata-se sim de uma aproximação entre consumidores e marca.

Cada Marketeer deve olhar para um seguidor como olharia para um amigo no seu perfil e perceber que lhe vão ser exigidas 3 coisas fundamentais.

  1. A verdade em todas as situações (sim, mesmo quando as coisas não correram bem);
  2. Respostas rápidas aos seus pain points;
  3. Preocupação da marca com o seu bem-estar (e não apenas com a compra que vai fazer).

A venda assume um papel quase que secundário, não é verdade? Bem, só no sentido em que é mais importante manter o prospect satisfeito, do que forçar uma venda. O feedback nas Redes Sociais é a lei e uma má review é uma mancha no cadastro online de uma marca.

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Fontes: The Economist, Marketing Land, Social Media Today, Forbe